Você já roeu unha? Se não, certamente conhece alguém que tem esse hábito de roer unhas.
Quantas vezes uma
lembrança de uma prova na escola, apresentação de dança, dia de competição, dia
tenso de trabalho, ou até mesmo um filme de suspense são situações suficientes
para se levar a mão à boca. Situações corriqueiras como essas muitas vezes são
recebidas apenas como um hábito. Mas por detrás pode esconder pessoas que
sofrem de um distúrbio emocional de causas variadas ligadas às problemas de
ansiedade.
A Onicofagia é o nome
científico do hábito de roer unhas. De acordo com estudos realizados, muitas
vezes o hábito de roer unhas pode ser percebido por volta dos 4 a 5 anos, momento
em que a criança inicia sua vida escolar, época em que se vivenciam várias
mudanças. A incidência aumenta aos 7 a 10 anos de idade e cresce com a chegada
da adolescência, fase em que os jovens ficam mais nervosos e ansiosos. Porém
não existe uma regra, pode acontecer em qualquer idade.
Na maioria das pessoas quando
há um grau de ansiedade elevada o ato de roer unhas ocorre de forma impensada e
de maneira para suprir esse sentimento. Este
ato age de forma de distração, gerando uma situação de alívio e prazer com a
estimulação do tato e paladar. Mas é fato que em alguns casos vem como
reflexo condicionado, assim como coçar nariz com frequência.
Fatores psicológicos
mais comuns que podem influenciar são: transtornos de ansiedades, situações de
estresse e frustrações. Além do prejuízo estético, quem roeu as unhas é
geralmente é visto pela sociedade como pessoas inseguras, ansiosas e sem
controle emocional.
Frequentemente as
pessoas que passam por isso não sabem o que as deixam ansiosas, e a
Psicoterapia pode ser o caminho para ajudar a descobrir a origem e a lidar com
ela.
Cada pessoa reage de
forma diferente diante da ansiedade, algumas atacam a geladeira, outras perdem
o apetite, etc... Então a melhor maneira é entender esse sentimento.
Hoje nossa sociedade
estimula a ansiedade e o estresse. Infelizmente não ocorre somente em adultos,
as crianças sofrem cada vez mais cedo com as cobranças. E por elas serem menos
maduras e terem menos recursos cognitivos e comportamentais as crianças são
mais vulneráveis á ansiedade.
Sabemos que o hábito
de roer unhas acarreta outros problemas: primeiro deles é estética, dedos ficam
com aspectos feios.
Outra é ligado à higiene, além de desproteger a
unha, normalmente quem roe acaba engolindo pedacinhos de pele juntamente com
bactérias nocivas à saúde. Além disso, problemas odontológicos. Ocasionando no desenvolvimento
quando criança como má oclusão dos dentes.
Formas de ajuda para
quem sofre de Onicofagia:
- Realizar técnicas de relaxamento;
- Exercícios físicos e respiratórios;
- Psicoterapia;
- Em casos mais complexos medicação;
- Se for de ordem comportamental uso de produtos direcionado para inibir o ato.



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