A estrutura familiar na qual cada
criança está inserida deve ser referência singular na construção de seus
primeiros vínculos. Antes mesmo dos nossos filhos nascerem, manifestamos
as mais diferentes expectativas quanto
ao seu futuro e, neste processo nos defrontamos com possibilidades, avançamos e
alguns retrocessos de como melhor educar.
Ao refletirmos sobre qual a
“dose” ideal de limite a dar a um filho, nem sempre conseguimos obter respostas
precisas às questões mais comuns do dia-a-dia. Como poderemos hoje dar limites numa sociedade onde nem tudo é para
sempre? Onde estamos perdendo a privacidade pela invasão de valores do mundo
global? O limite dá contorno á vida, ordena as crianças internamente organizando os conhecimentos afetivos,
sociais e lúdicos.
Na fase da latência, que vai dos
6 aos 12 anos, a criança procura contornos para a sua personalidade. No
dia-a-dia nos defrontamos com explosões de “birras” e de mandos, num
transbordamento de emoções que muitas vezes refletem os personagens simbólicos
eleitos pelos nossos filhos.
É através da batalha de como
dizer “não”, dos momentos de ir e vir que os pais devem redimensionar os
conteúdos que perpassam na questão, estabelecendo um diálogo autêntico e firme
frente as perguntas e atitudes das crianças.
Então aí a importância de não
perdermos de vista três objetivos básicos na construção das regras: o primeiro
é preservar o diálogo; o segundo á a definição clara de valores e princípios na
família e, por último, a redimensão dos limites.
Dizer não é um ato de amor, os
pais não devem se sentir culpados por usar uma negativa. Muitas vezes são reféns do progresso
que assola e diminui o tempo de convívio com seus filhos, fazendo assim com que
a permissividade seja mais presente, além da dificuldade do exercício da paciência.
Pois educar dar muito trabalho, exige modificações internas e externas,
dedicação, bom senso entre outras. Amar também é frustrar, é ensinar que o
mundo não gira em torno da criança, e todos conseguimos superar e aprender a
lidar com seus sentimentos, dando a possibilidade para que a criança cresça
envolto da segurança real, não fantasiosa da permissividade.
Por: Virgínia G. Maciel Cardoso
Psicóloga/Psicoterapeuta
Por: Virgínia G. Maciel Cardoso
Psicóloga/Psicoterapeuta


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