Dizer “NÃO” , não dói!


A estrutura familiar na qual cada criança está inserida deve ser referência singular na construção de seus primeiros vínculos. Antes mesmo dos nossos filhos nascerem, manifestamos as  mais diferentes expectativas quanto ao seu futuro e, neste processo nos defrontamos com possibilidades, avançamos e alguns retrocessos de como melhor educar.

Ao refletirmos sobre qual a “dose” ideal de limite a dar a um filho, nem sempre conseguimos obter respostas precisas às questões mais comuns do dia-a-dia. Como poderemos hoje dar  limites numa sociedade onde nem tudo é para sempre? Onde estamos perdendo a privacidade pela invasão de valores do mundo global? O limite dá contorno á vida, ordena as crianças  internamente organizando os conhecimentos afetivos, sociais e lúdicos.
Na fase da latência, que vai dos 6 aos 12 anos, a criança procura contornos para a sua personalidade. No dia-a-dia nos defrontamos com explosões de “birras” e de mandos, num transbordamento de emoções que muitas vezes refletem os personagens simbólicos eleitos pelos nossos filhos.
É através da batalha de como dizer “não”, dos momentos de ir e vir que os pais devem redimensionar os conteúdos que perpassam na questão, estabelecendo um diálogo autêntico e firme frente as perguntas e atitudes das crianças.
Então aí a importância de não perdermos de vista três objetivos básicos na construção das regras: o primeiro é preservar o diálogo; o segundo á a definição clara de valores e princípios na família e, por último, a redimensão dos limites.
Dizer não é um ato de amor, os pais não devem se sentir culpados por usar uma  negativa. Muitas vezes são reféns do progresso que assola e diminui o tempo de convívio com seus filhos, fazendo assim com que a permissividade seja mais presente, além da dificuldade do exercício da paciência. Pois educar dar muito trabalho, exige modificações internas e externas, dedicação, bom senso entre outras. Amar também é frustrar, é ensinar que o mundo não gira em torno da criança, e todos conseguimos superar e aprender a lidar com seus sentimentos, dando a possibilidade para que a criança cresça envolto da segurança real, não fantasiosa da permissividade. 

Por: Virgínia G. Maciel Cardoso
Psicóloga/Psicoterapeuta

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