Eu grávida!
Á vezes , o filho vem no momento
que planejamos, que queremos ou pensamos. Outras vezes, vem de surpresa, quando
menos esperamos. Cada gravidez tem sua
história, e com ela vêm carregada de sentimentos, pensamentos que vão
direcionar a maneira como essa mãe e/oi pais vão e vivenciar esse momento.
A gravidez é, na vida de uma
mulher, de um casal, de uma família, um momento de grande riqueza e de profunda
complexidade. Na sociedade, é
considerada um momento privilegiado, onde a mulher vive um pleno
desabrochar. O que vemos são idéias
tendenciosas a certa da gestação um envoltório idealizado, tudo lindo
mergulhado em tons de cor de rosa e azul.
E você concorda com isso? Vamos
levantar uma reflexão a cerca deste momento, e pensar que não existe gravidez
ideal. Que impossível colocar tudo e um manual prático, resultante e
simplesmente do nascimento de um bebê.
Então iniciamos nosso pensamento de que somos únicos, e cada experiência
vivida também é única, portanto a história de cada gravidez é exclusiva. Embora
possamos ir em busca de identificações, como respaldo e conforto ainda sim são
únicos.
Seguindo esse pensamento a
experiência da gravidez trará a cada mulher uma experiência podendo ser mais ou
menos fácil de viver. Enquanto umas vivem momentos de plenitude, outras vivem
estados de angustias. E essas mesmas sensações podem ser vividas pela mesma
mulher do decorrer da gravidez, diante de determinadas situações.
Fato que gestar é privilegio, mas
nem sempre esse privilégio em estampando de um colorido harmonioso, tantas
sentem contrário disso e experimentam essa etapa como algo pesado. Motivos são
muitos em todos os casos situações particulares, todos nós temos uma história,
viemos de uma dinâmica familiar específica. Além de todos estão em um
determinado estágio de vida, com seus sonhos, planos, dificuldades, ascensões,
ou luto, etc.
Com todas essas questões podemos
chamar de banho de linguagem é contesto em que cada bebê surge, ou seja, todo
indivíduo vem de uma história. O que seria esse banho de linguagem é a junção
das duas pessoas (mãe e pai), toda criança tem uma história.
E qual é a sua? E a do seu bebê? E
nelas virá uma série de conteúdos emocionais e irão determinar em parte o lugar
que esse novo membro ocupará. Seja hierarquicamente, nas qualidades, nos superlativos, nos “defeitos” que provém de identificações ás
essas duas histórias.
No mais apresentam as questões
fisiológicas, pois os sinais nem sempre são os mesmos para todas as mulheres, e
a reação diante deles também. O modo como cada uma vive este momento, entre náuseas,
hipersônia, seios inchados e etc., isto no início da gravidez, depois
continuarão inúmeras modificações fisiológicas, marcará o que representou essa
passagem.
O corpo se modifica para permitir
desenvolver uma nova vida. E desde a gravidez a mulher precisa se adaptar as
transformações involuntárias á ela. Nem sempre
essas modificações são vividas de forma harmoniosa, a auto estima sofre um
bombardeio de pressões, pois não se tem controle da situação, pés que incham
nariz, um novo formato corporal que mesmo por uma passagem traz certa insegurança,
desconforto.
Todas essas mudanças podem ser
vividas com peso maior devido à maneira de como cada mulher vai lidar.
Desta forma o estado emocional e
psicológico está em plena gangorra no período gestacional. Serão inúmeras questões,
seu corpo, sua vida pessoal, afetiva e também financeiras são pontos de
preocupação.
A gravidez é esse estado de
transição, praticamente uma metamorfose, e se pensarmos no ponto mais
íntimo,são nesse momento em que a mulher tem a chance de evoluir, de se
realizar. Onde dar á luz é um rito de passagem,
que lhe permite um estado de encontro consigo mesma. Então podemos dizer que quando nasce um bebê
nasce uma mãe.
Pode mos dizer que atrás da
beleza de toda maternidade, tem um cenário particular, e que o ideal não
existe, e sim inúmeras incertezas. Que nem sempre nós mulheres estamos
preparadas para lidar, mas que de alguma forma temos que lidar. Cabe cada uma
descobrir que todas mulheres possuem recursos, e são capazes contornar as
situações desestabilizantes.
Por : Virgínia Maciel
Psicóloga/psicoterapeuta

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