PARTICIPAÇÃO ATIVA DA ENFERMEIRA OBSTETRA, PARTEIRA E
OBSTETRIZ NO PARTO
O parto é basicamente uma função natural do organismo, que
acontece de maneira espontânea e involuntária no final da gravidez.
O que é um parto ativo?
Segundo Janet Balaskas, ativista internacional sobre parto e
pioneira do parto natural, o parto ativo significa o modo como uma parturiente
se comporta quando segue seus próprios instintos e a lógica fisiológica do seu
corpo. Ela diz:
“ Ao se decidir pelo
parto ativo você está reconquistando seu poder fundamental como parturiente,
como mãe e também como mulher. Também estará dando ao seu bebê o melhor modo de
começar a vida e uma transição seguro entre o útero e o mundo. Caso alguma
dificuldade ou complicação inesperada aconteça, você estará livre para fazer
uso de toda a tecnologia da obstetrícia moderna, sabendo que deu o melhor de
você e também sabendo que foi uma escolha sua e que a intervenção foi realmente
necessária.”
Um parto ativo baseia-se em dar a luz de modo natural e
espontâneo tendo a liberdade de usar seu corpo como bem escolher.
O papel da enfermeira obstetra, parteira, obstetriz, respaldadas
por protocolos do ministério da saúde baseados em evidencias cientificas é resgatar
e garantir o empoderamento da mulher em sua capacidade em dar a luz
naturalmente, visto que, o uso
indiscriminado das cesarianas em nosso país encontra-se abusivo e
desnecessário. Em hospitais particulares chega ao índice de 97% de cesarianas
contra 3% de partos normais. Vale lembrar que os partos não naturais salvam
vidas e não substituem como meio principal de nascimento.
Enfermeiras obstetras, parteiras e obstetrizes encorajam a
mulher nessa trajetória que é uma maratona, tem inicio, meio e fim, é intenso,
exige vontade sem hora marcada e de mãos dadas resgatamos o mantra: confie no
seu corpo, acredite que você consegue, o corpo da mulher é capaz de parir, a
tecnologia da medicina existe para salvar vidas.
Como pontua o
obstetra Ricardo Jones no documentário O Renascimento do parto, o nascimento é um
evento único que reúne a vida, a morte e a sexualidade de cada um de nós
Para isso iniciamos com a orientação e educação no processo
do nascer, esclarecendo duvidas , aliviando medos e tensões, dando suporte
emocional a gestante e familiar. O conhecimento
da protagonista em relação ao que passará facilita uma ampla adesão ao
processo. Cabe ressaltar nesses casos a importância do conhecimento do processo
pelo acompanhante, coadjuvante de papel importante no encorajamento.
Rompemos o ciclo medo-tensão-dor, oferecemos
métodos não invasivos no alivio a dor, trabalhamos a favor da fisiologia do
parto para diminuir a duração do trabalho de parto, propiciamos a participação
ativa da parturiente obedecendo as solicitações de seu próprio corpo, o que torna
cada trabalho de parto único, damos segurança ao nascimento através do controle
e acompanhamento do binômio mãe-bebê prestando assistência sem interferir no
processo fisiológico do parto. Promovemos o vinculo imediato entre ambos no
contato pele a pele no momento do nascimento, estimulamos amamentação visto sua
importância na nutrição do recém-nascido e propiciamos o nascimento de uma
família feliz, confiante, satisfeita e valorizada em sua experiência humana da
vivencia desse momento singular na vida.
Por: Samyra Challita
Enfermeira obstetra há 11 anos, educadora perinatal e
consultora em pós-parto, amamentação e treinamentos de babás, provedora de
rodas de gestantes e facilitadora do bate-papo sobre gravidez-parto-puerpério.


Comentários
Postar um comentário