Hístorias de Joca
Relatos de Mãe
O que dizer sobre a amamentação? O que relatar
sobre a amamentação do meu pequeno bebê?
Minhas dúvidas começaram antes mesmo do parto, já na metade da gestação
pensava comigo como iria amamentar o meu filho. Não encontrava muitas
explicações na internet e a impressão que tinha era que mulheres que passaram
por isso simplesmente passavam uma borracha em suas lembranças para que as
novas mães não descobrissem como seria aquele momento.
Meus seios como devem ser na maioria das mulheres eram sensíveis ao
toque. Preocupava-me muito o ato de amamentar um bebê, de expor meus seios sem
sentir vergonha e alimentar meu pequeno.
Passei a observar melhor ao meu redor, observar outras mães, e o que
muito me ajudou foi o incentivo do meu marido, da minha cunhada, que já havia
se tornado mãe de duas crianças lindas, com muito mais experiência, adepta da
amamentação e prolongada, me ajudou muito, logo após o nascimento do meu bebê.
Participei de cursos para gestantes que também me auxiliaram e pude me sentir muito mais segura quanto ao ato
de amamentar, mas a melhor sensação foi logo após o parto. O parto foi como
idealizava, como planejei, um parto normal e humanizado, no qual tinha todas as
probabilidades de ser cesárea, meus desejos foram respeitados, minha saúde e do
meu bebê também e após o nascimento meu bebê foi de imediato para os meus
seios. A natureza é tão bela, o corpo da mãe e daquele pequeno ser que acabará
de nascer é surpreendente, ainda com o cordão umbilical pulsando e conectado à
mim, meu bebê pelo instinto pôs se a mamar, ali foi tanta ocitocina, um ato de
amor tão grande que minhas dúvidas sumiram e deram lugar ao desejo de
amamentar.
Nos primeiros dias o colostro vinha bem pouquinho, mas sabia que aquele
colostro era o suficiente para meu bebê, naquele momento ele precisava
descansar e eu também, pois gastamos muita energia no parto. Quando ele vinha
procurar para mamar eu deixava por horas, não me preocupava em cronometrar horário,
ou deixar alguns minutos em cada seio como muitas mães de primeira viajem são
orientadas. Tive uma equipe muito boa,
uma Doula, uma parteira, obstetra e pediatra todas humanizadas, pensando no meu
bem estar e do bebê, acredito que fez uma grande diferença, mesmo sendo
criticada por ter uma equipe, fui muito bem orientada na pega correta do bebê e
pude ter sucesso na amamentação.
Não foi fácil os 3 primeiros meses, os hormônios corriam soltos, as dúvidas
eram frequentes, logo na quarta noite eu passava horas conversando com meu
bebe, incentivada pelo meu marido, que foi um mega parceiro nestes momentos,
pensava comigo. Era a única voz que conhecia, passamos 9 meses trocando varias
ideias e naquele momento. Meu bebê precisava se sentir seguro, tudo era novo, sensações
novas, sentir fome, calor, frio, o ato de arrotar, soltar pum, cólicas, ele
precisava de mim, o ato de mamar não é somente alimentar, mas incentivar,
passar segurança, confortar o bebê, é um ato de amor.
Nos primeiros meses você se sente
fragilizada, são tantas informações, duvidas, mas se preparar e manter um foco
te faz mais segura, eu tive apoio, como também tive criticas, vou citar alguns
exemplos: "Dar colo ao seu bebe? Fazê-lo dormir mamando? Balançar de um
lado para o outro, vai acostumá-lo mal!! Mamar e você deitada? Ele não tem chupeta??
Cama compartilha Ohhh ceús!!!" Gente...confesso sentia ciúmes da chupeta
quando olhava aquilo, foi um dos grandes motivos de não incentivar meu bebe a
ter chupeta, além de poder atrapalhar a amamentação, pode parecer bobeira, mas
era o que sentia naquele momento, nunca dei muita importância as redes sociais,
mesmo trabalhando na área de tecnologia, mas surgiu muitos posts no meu face de
como deveria cuidar, de como era bom deixá-lo no berço, mesmo chorando. Fui
forte naquele momento, tirei forças não sei de onde e pude ouvir os meus
instintos maternos, filtrei tudo e ignorei muita coisa. A primeira meta foi
cumprida, conseguimos a amamentação exclusiva até os seis meses, com o pediatra
adepto a amamentação exclusiva e a licença maternidade nos ajudaram muito. Sou
adepta a amamentação, sou adepta ao colo com amor, sou adepta a felicidade do
meu bem mais precioso.
Sou Daniele , analista de projetos, formada em Gestão de Projetos em Tecnologia da Informação. Tenho 33 anos, 2 anos de casada. Mãe do pequeno Joaquim, conhecido como Joca de 6 meses, muito alegra e sorridente. Sou mãe de primeira viagem, sentindo na pele todas as emoções e descobertas da maternidade.



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