Semana Mundial de Aleitamento Materno 2016

Hístorias de Joca

Relatos de  Mãe

O que dizer sobre a amamentação? O que relatar sobre a amamentação do meu pequeno bebê?
Minhas dúvidas começaram antes mesmo do parto, já na metade da gestação pensava comigo como iria amamentar o meu filho. Não encontrava muitas explicações na internet e a impressão que tinha era que mulheres que passaram por isso simplesmente passavam uma borracha em suas lembranças para que as novas mães não descobrissem como seria aquele momento.
Meus seios como devem ser na maioria das mulheres eram sensíveis ao toque. Preocupava-me muito o ato de amamentar um bebê, de expor meus seios sem sentir vergonha e alimentar meu pequeno.
Passei a observar melhor ao meu redor, observar outras mães, e o que muito me ajudou foi o incentivo do meu marido, da minha cunhada, que já havia se tornado mãe de duas crianças lindas, com muito mais experiência, adepta da amamentação e prolongada, me ajudou muito, logo após o nascimento do meu bebê. Participei de cursos para gestantes que também me auxiliaram e  pude me sentir muito mais segura quanto ao ato de amamentar, mas a melhor sensação foi logo após o parto. O parto foi como idealizava, como planejei, um parto normal e humanizado, no qual tinha todas as probabilidades de ser cesárea, meus desejos foram respeitados, minha saúde e do meu bebê também e após o nascimento meu bebê foi de imediato para os meus seios. A natureza é tão bela, o corpo da mãe e daquele pequeno ser que acabará de nascer é surpreendente, ainda com o cordão umbilical pulsando e conectado à mim, meu bebê pelo instinto pôs se a mamar, ali foi tanta ocitocina, um ato de amor tão grande que minhas dúvidas sumiram e deram lugar ao desejo de amamentar.
Nos primeiros dias o colostro vinha bem pouquinho, mas sabia que aquele colostro era o suficiente para meu bebê, naquele momento ele precisava descansar e eu também, pois gastamos muita energia no parto. Quando ele vinha procurar para mamar eu deixava por horas, não me preocupava em cronometrar horário, ou deixar alguns minutos em cada seio como muitas mães de primeira viajem são orientadas. Tive  uma equipe muito boa, uma Doula, uma parteira, obstetra e pediatra todas humanizadas, pensando no meu bem estar e do bebê, acredito que fez uma grande diferença, mesmo sendo criticada por ter uma equipe, fui muito bem orientada na pega correta do bebê e pude ter sucesso na amamentação.
Não foi fácil os 3 primeiros meses, os hormônios corriam soltos, as dúvidas eram frequentes, logo na quarta noite eu passava horas conversando com meu bebe, incentivada pelo meu marido, que foi um mega parceiro nestes momentos, pensava comigo.  Era  a única voz que  conhecia, passamos 9 meses trocando varias ideias e naquele momento. Meu bebê precisava se sentir seguro, tudo era novo, sensações novas, sentir fome, calor, frio, o ato de arrotar, soltar pum, cólicas, ele precisava de mim, o ato de mamar não é somente alimentar, mas incentivar, passar segurança, confortar o bebê, é um ato de amor.

 Nos primeiros meses você se sente fragilizada, são tantas informações, duvidas, mas se preparar e manter um foco te faz mais segura, eu tive apoio, como também tive criticas, vou citar alguns exemplos: "Dar colo ao seu bebe? Fazê-lo dormir mamando? Balançar de um lado para o outro, vai acostumá-lo mal!! Mamar e você deitada? Ele não tem chupeta?? Cama compartilha  Ohhh ceús!!!" Gente...confesso sentia ciúmes da chupeta quando olhava aquilo, foi um dos grandes motivos de não incentivar meu bebe a ter chupeta, além de poder atrapalhar a amamentação, pode parecer bobeira, mas era o que sentia naquele momento, nunca dei muita importância as redes sociais, mesmo trabalhando na área de tecnologia, mas surgiu muitos posts no meu face de como deveria cuidar, de como era bom deixá-lo no berço, mesmo chorando. Fui forte naquele momento, tirei forças não sei de onde e pude ouvir os meus instintos maternos, filtrei tudo e ignorei muita coisa. A primeira meta foi cumprida, conseguimos a amamentação exclusiva até os seis meses, com o pediatra adepto a amamentação exclusiva e a licença maternidade nos ajudaram muito. Sou adepta a amamentação, sou adepta ao colo com amor, sou adepta a felicidade do meu bem mais precioso.


Por: Daniele Maciel Jensen
Sou Daniele , analista de projetos, formada em Gestão de Projetos em Tecnologia da Informação. Tenho 33 anos, 2 anos de casada. Mãe do pequeno Joaquim, conhecido como Joca de 6 meses, muito alegra e sorridente. Sou mãe de primeira viagem, sentindo na pele todas as emoções e descobertas da maternidade.

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