O que a paternidade mudou na minha Vida!





Quem disse que o Maternagem só tem assunto para as mamães?

Quando falamos de amor, aqui todas as formas são bem vidas,  assim convidamos cinco papais para deixar seus relatos sobre a transformação em suas vidas com a chegada dos filhos. 

E não poderia ser melhor, vocês vão ver quanta sensibilidade tem para nos mostrar esses papais em seus depoimentos.

Quando nasce um bebê também nasce um pai...

 Então nos conte "O que a paternidade mudou na sua Vida?" essa foi a questão apresentadas para eles.



Nosso primeiro convidado:

Alisson Cardoso

Meu nome é Alisson hoje tenho 42 anos, sou Executivo de vendas, moro em São Paulo, pai do Felipe de 9 anos e Vitor de 6 anos.
Há 10 anos recebi a noticia que seria pai de um menino, eu e minha esposa, logo escolhemos seu nome: Felipe.
Felipe 9 anos

Minha vida mudou, surgiram muitas dúvidas, inseguranças....Como é ser pai?
Três anos depois, uma nova surpresa, outro menino a caminho. Vitor chegou para encher nossos corações de mais alegria e a frase que virou rotina na minha vida desde a primeira descoberta que seria Pai foi: EU TE AMO.
Vitor 6 anos

Aprendizado, respeito, ensinamentos, desafios, insegurança, incertezas, amor, muito amor é o que passo todos os dias como Pai.
Hoje eu digo que sou o Pai mais feliz do Mundo e iluminado por Deus.



Antonio Gatti

Me chamo Antonio tenho 56 anos, Dentista, pai da Nicole de 7 anos, sou de Cotia.
Acredito que a minha  experiência de ser pai seja muito semelhante a de todos. Claro alguns são m
ais expressivos que outros.
Posso dizer que minha vida, ou melhor, nossas vidas nunca mais serão as mesmas. Filho é  uma vida à mais que chega para casal só para alegrar ainda mais. Não acho que ter um filho  dá trabalho, é  cansativo, etc... como costumamos escutar.
É prazer, é paixão por cada fralda que trocamos, pelo  banho tomado,  por cada gota  de remédio dado na madrugada para abaixar a febre, a primeira e a última visita ao pediatra, etc .
O que fazemos e pretendemos fazer por eles parece que é um sonho interminável. 
Vivemos em função deles, nos anulamos as vezes sem perceber. 
Ter um filho é impossível descrever todos nossos sentimentos pois a cada dia eles nos trazem surpresas  diferentes.
Nicole 7 anos


Fábio Giffoni

Sempre desejei ser pai, mas confesso que nunca me planejei para isso. Apesar de ter esse desejo e no passado até ter comprado uma meinha do Santos, meu time de coração é obvio, para um filho numa época que ainda namorava com a Claudia, minha esposa, jamais planejei a paternidade. Para ser sincero, acreditava que não tinha jeito com crianças e tinha até medo de pegar um bebê no colo e sem querer derrubá-lo no chão ou apertá-lo demais e acabar quebrando seus ossos devido a sua fragilidade.
Me casei em 2002, depois de 8 anos de namoro e durante 2 anos aproximadamente curtimos bastante nosso casamento, quase que de uma maneira desenfreada e sem controle, principalmente financeiro, até que no dia dos namorados de 2004, dia 12/06/2004 tivemos a feliz surpresa da gravidez do nosso primeiro filho, o Luigi.
Durante a gestação apesar da mudança física da mulher, para o pai tudo ainda é muito distante e apesar de estar sempre ao lado dela (isso ela não poderá negar nunca, por mais que ela queira), pois como ela teve um pequeno descolamento eu a acompanhava periodicamente nas consultas e ultrassonografias (e aqui devo confessar que em um dos primeiros ultrassons vi que ele era a minha cara), ainda não tinha essa sensação da paternidade. Algumas coisas já começavam a mudar como a preocupação com o futuro e a questão financeira, mas ainda não era o suficiente para ter esse sentimento de ser pai.
Eis que chega o dia 14/01/2005, uma 6ª feira, estava com os amigos do trabalho em um happy hour e toca o celular, era a Claudia falando que tinha saído uma coisa gelatinosa quando ela foi ao banheiro e que iria contatar a médica para saber o que era. Alguns amigos me acalmaram, um deles que tinha se tornado pai recentemente, chegou a me falar que com a esposa dele isso também tinha acontecido e que demorou mais uma semana para a criança nascer. Fiquei tranquilo, mas de repente toca o celular e era ela de novo, falando que era o dia, que a médica falou que era o tampão do útero e que tínhamos que ir para a maternidade. Como assim? Hoje? E agora? Sai de Pinheiros, onde trabalhava, e fui até a nossa casa na região da Vila Prudente, tentando assimilar a ideia e enfrentando o trânsito, pensa São Paulo em uma 6ª feira e 18 km pela frente, mas consegui chegar em casa, pegá-la, pegar as coisas que já estavam previamente preparadas, avisar os familiares e amigos e nos dirigimos mais alguns kms pela frente até a maternidade.
Acompanhei todo o parto, registrei  e as 23:45 de uma 6ª feira no Itaim, nasce o “baladeiro” do Luigi e tudo na minha vida muda. Aquela sensação de irresponsabilidade e descontrole ficam para trás e tudo passa a girar em torno dele. 

Ao pegá-lo no colo, os medos de segurar uma criança desapareceram, até mesmo porque esse é meu e a responsabilidade é minha e se algo acontecesse a ele seria  mim mesmo que eu teria que justificar e ele mesmo feio, amassado, com cara de joelho (na hora nos não achamos isso, né?) é para mim a coisa mais linda e importante do mundo. Aprendi a dar banho, trocar fralda, dar comida e principalmente a cuidar e zelar do meu bem mais precioso.
Mais alguns anos se passaram e tudo ia caminhando tranquilamente, Luigi crescendo, eu trabalhando (muito por sinal), nessa época já acumulava jornada dupla, pois trabalhava no Banco e a noite ainda lecionava em uma universidade e não tínhamos planos de ter outros filhos, mas por algum motivo em 2009 a Claudia resolveu ser mãe novamente. De início não concordei muito com a ideia, pois achava que o tempo era pouco e tinha a preocupação financeira também, mas ela insistiu e me convenceu, só coloquei uma condição que tirássemos nossas férias em julho e depois disso pensaríamos em uma nova gestação, pois agora eu achava que já sabia de tudo, já tinha me tornado pai e tiraria de letra.
Viajamos para Maceió, mais precisamente para Maragogi e no retorno dessas férias, bingo! Nova gestação a vista. Estava na faculdade dando aula quando ela me surpreende com uma mensagem com o resultado do exame feito em casa alertando sobre a gravidez. 

Estava tranquilo pois já me julgava experiente com o assunto de paternidade e então seguimos os mesmos procedimentos e novamente a acompanhei nas consultas e ultrassonografias. Só que para nossa surpresa em uma das primeiras ultrassonografias, descobrimos que tínhamos feito linha e bingo na mesma cartela, gêmeos!! Sem saber, era double chopp, pedi um e ganhei outro. Saímos mudos do consultório tentando absorver a idéia e agora como seria com dois? E o apartamento que era pequeno como faríamos? Passado mais algumas consultas e ultrassonografias uma nova descoberta, um casal. Acabava de gastar a minha chance de ganhar na loteria. No final tudo deu certo, apesar da preocupação na gravidez pois muita gente fala o que não deve quando se trata de gestação gemelar e eu confesso que fiquei assuntado com tudo isso, ao ponto até dos colegas de trabalho brincarem que eu tinha ficado mudo e catatônico, tamanha a minha apreensão e ansiedade para que tudo corresse bem. Felizmente no dia 12/04/2010 nasceram respectivamente as 21:30, o Pietro e as 21:32 a Maria Clara, ambos com quase 3 kgs.
Confesso que a experiência com o Luigi nos ajudou bastante com os gêmeos, pois como era tudo em dobro, alguns atalhos e manhãs da 1ª experiência ajudaram muito.

 Eu ainda tinha jornada dupla, até porque precisava dela, uma vez que tinham mais bocas para alimentar agora,  e com isso a Claudia foi guerreira em ficar praticamente todas as noites com os três. O Luigi também teve que ser paciente, pois ele ainda era uma criança de 5 anos que tinha acabado de perder a prioridade da casa e a posição de filho único e logo para dois, mas ele sempre foi calmo e parceiro e soube tirar isso de letra e inclusive ajudava e muito no cuidado com os irmãos. Tivemos que mudar de casa, pois o apartamento para nós cinco era pequeno, o que também foi um perrengue, mas conseguimos superar isso também.
Os gêmeos hoje têm 8 anos e apesar de terem universos completamente diferentes, masculino e feminino, nunca vi tanta cumplicidade e companheirismo entre eles. Um pode brigar com o outro, mas vai um de nós brigar com um dos dois individualmente para ver se o outro não o defende com unhas e dentes. Atualmente o Luigi está com 13 anos e a adolescência chegou e ele já não está mais tão colado comigo, pois está construindo seu próprio caminho, seu ciclo de amizades e enfrentando seus próprios problemas, mas será sempre meu parceiro de arquibancada da Vila Belmiro (Vai Santos! Dá-lhe Peixe!) e principalmente de vida, mesmo que aquela meinha, que ele usou sim, não sirva mais.

Não tenho nem como descrever a importância deles na minha vida, pois eles são a minha vida! Sem eles simplesmente minha vida não existe.  A minha Maria Clara, mia “principessa”, geniosa e de personalidade forte, amante das artes e super criativa, o meu Pietro “pistolinha” como o próprio Luigi diz tamanha a sua braveza e nervosismo, mas que com certeza é o mais amoroso e sentimental de todos e do meu Luigi “narigudo”, super desencanado com as coisas e até um pouco desleixado, mas sempre justo e preocupado. Por eles sou capaz de fazer tudo, inclusive dar a minha vida se preciso for. Estarei sempre disponível para fazer um desenho para a minha menina, brincar de luta ou de arma com o meu ranzinza e orientar e ensinar o pouco do que sei em termos de valores para o meu primogênito e por que não ainda jogar bola e desafiá-lo nos esportes.

Carrego o nome deles tatuado comigo na pele, (Luigi – Tuo papà te voglio  bene assai / Maria Clara – Buongiorno principessa / Pietro – Andiamo babbo) mas acima de tudo principalmente no coração. Nem tudo na vida acontece da forma como a gente imagina, e tem coisas que não se pode prever e nem entender, e talvez um dia eu desista de entender o porque de algumas coisas. Não sei se estou sendo um bom pai, mas tenha certeza que me esforço todos os dias para cuidar da minha “famiglia” que eu amo e ser esse bom pai. No mínimo 50% igual ao meu pai foi para mim, para que eles se lembrem sempre com carinho e o amor que eu tentei, tento e sempre tentarei dar a eles.

Luigi 13 anos, Maria Clara e Pietro 8 anos



César Luis Pagliaro

Me chamo César tenho 44 anos, sou Produtor de Eventos pai da Giovana, que carinhosamente chamamos de Gigi.

Quando recebi a notícia que seria pai, foi uma mistura de sentimentos, susto, emoção, alegria, medo... 
Demorou um pouco para eu acreditar, a barriga da Mari começou a crescer, começamos a montar o quartinho... e a ficha foi caindo! 
Um fato interessante que aconteceu, foi que a Mari fez um exame de farmácia nos EUA, para saber o sexo do bebê, e deu que seria menino, montou todo o enxoval, começou a listar nomes de meninos, me cobrar um nome mas não me convenci, não consegui nem achar um nome para “meu filho”, no fundo eu sentia que era “filha”: a Giovanna, nome esse que já tínhamos escolhido anos antes da gravidez. E para nossa surpresa, no ultra som foi confirmado que seria menina. Nossa Gigi estava a caminho!! Eu sabia! (Risos)
Assim que a Gigi nasceu a ficha caiu completamente, assisti o parto, e que momento incrível!! Aquele serzinho, tão frágil, tão pequeno, dependia agora de mim e da mãe! 
A paternidade me trouxe  um sentimento diferente, um sentimento totalmente desconhecido, um amor incomparável! 
Quando a Gi completou 4 anos passamos por uma experiência de vida, um tanto quanto dolorosa. Descobrimos que ela estava com câncer. Essa doença assustadora na nossa pequena Gigi fez com que nosso mundo desabasse. Foram 9 meses de tratamento, de incertezas, de muito medo, muita dor, muita oração, união, amor... 
Graças a Deus, hoje Gigi está ótima! Curada ! Foi um divisor de águas na minha vida. 
Achamos que sempre teremos tempo de curtir nossos filhos, mas em um instante tudo pode mudar, e muda!! Durante o tratamento a Gigi não podia ir à praia, ao cinema ( pela queda da imunidade), andar de patins ( não podia cair, bater a perna, pela baixa de plaquetas), não podia isso, não podia aquilo... nossa vida mudou completamente. E tudo aquilo que eu tinha planejado e jogado lá para frente?! Quando eu ia poder fazer com ela?? 
Hoje sou um pai bem mais cuidadoso, que quer aproveitar o máximo a vida ao lado da filha e da família! 
Não ficaremos aqui para sempre! Vamos viver e aproveitar o hoje! Essa chance maravilhosa que Deus nos deu de viver essa vida da melhor forma possível! 
Gigi hoje tem 7 anos, é minha companheira, amiga, parceira! Andamos de moto, bike, skate, patinete... passar o dia com ela no parque, por exemplo, é um dos momentos que mais agradeço! Vivo mais por ela, com ela... com quem continuo aprendendo a ser pai todos os dias! Obrigado Gica, por mudar minha vida e me mostrar sentimentos tão intensos! 
E vamos viver o hoje!
Giovanna 7 anos



Nilton Carlos de Oliveira

Sou o Nilton tenho 27 anos, Analista de Sistemas, moro em São Paulo, pai do Joaquim de 2 anos e 7 meses, e chamamos nosso pequeno de Joca.


Paternidade pra mim? Confesso que foi um grande susto.
Com quatro meses de casamento e sem nenhum plano para ter filhos naquele momento, me vi sem saber o que fazer.. foram muitas inseguranças e ansiedade sem fim.
Sempre fui muito presente e participei de TODOS , sim, todos os momentos com minha esposa, todas as consultas, todos os exames e sempre ansioso pra ouvir: 'esta tudo bem com bebê de vocês, ele esta saudável e crescendo'...ufa.
Foram 39 semanas até a chegada dele em um parto humanizado, que orgulhosamente participei de todo aquele trabalho até o fim e guardo a intensidade daquele momento em minha memoria, é algo inexplicável.
Difícil mesmo é saber que você nunca mais vai dormir até as 11h ou dormir ao menos 8h seguidas. Nunca mais, esquece!
Algumas mudanças na vida profissional, finanças e se engajar completamente na nova rotina com uma criança...nossa, que desafio.
Aprendi a ter varias profissões ao mesmo tempo, psicologo, médico, enfermeiro, professor, economista...me tornei um pouquinho de tudo.
Mas com o dia a dia a gente vê que não é tão complicado assim, bom mesmo é deixar fluir naturalmente e viver um dia de cada vez.
O Joaquim me ensinou o que realmente é o amor incondicional, percebi enfim que amor se dá sem pedir nada em troca. Meu filho é o meu maior presente, é a minha vida. 
O meu amor por ele é pra sempre.
Joaquim 2 anos e 7 meses


Coração transbordou de amor, pai é uma figura de muita importância no desenvolvimento emocional dos pequenos. 
Obrigada Papais pela gentil contribuição!





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